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27
maio-2015
A matéria pode ser lida no site Guia Rio Show ou a seguir:

Brincadeira é coisa séria

Educadores, psicólogos e outros profissionais que trabalham com crianças constituem o público-alvo de “Território do brincar”, que abriu em São Paulo a mostra Ciranda de Filmes — cuja programação reuniu filmes que estimulam a reflexão sobre “infância, aprendizagem e transformação”. É bem o caso deste documentário que funciona como extensão cinematográfica compactada de um amplo projeto de pesquisa desenvolvido ao longo de anos pela educadora Renata Meirelles e por seu marido, o codiretor David Reeks, sobre a cultura infantil de comunidades espalhadas por diversas regiões do Brasil.

O universo guarda semelhanças com o do doc “Tarja branca”, lançado em 2014, mas a abordagem é muito diferente. Não há pontos de vista sobre o significado do brincar e a sua presença (ou ausência) na vida contemporânea, nem mesmo algum recurso informativo (como narração ou letreiros) que se preocupe em “explicar” as imagens ou de onde elas procedem. A montagem organiza — às vezes em ritmo intenso, como o próprio movimento das crianças na tela — cenas de brincadeiras recolhidas por Meirelles e Reeks, principalmente em comunidades ribeirinhas (algumas, indígenas) da região Norte. Mas, se todo documentário é “um filme sobre uma equipe de filmagem que realiza um documentário”, na definição de Eduardo Coutinho, as opções de “Território do brincar” por não expor na tela como os documentaristas se relacionaram com o seu objeto o transformam apenas em (rica) ilustração da pesquisa.

 

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