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14
jun-2016

Oito atividades para se divertir ao ar livre

A MATÉRIA PODE SER LIDA NO MUNDO JOVEM OU A SEGUIR:

 

Há pouco mais de um mês, cerca de 160 países assinaram, em Paris, o acordo de redução de efeitos de gases estufa. O aquecimento global tem preocupado ambientalistas, que vêm alertando para um Planeta cada vez mais hostil para as futuras gerações. Mas de que forma estamos preparando as crianças para enfrentarem os grandes desafios que estão por vir?

George Monbiot, ambientalista e escritor, escreveu em sua coluna no jornal britânico, The Guardian, sobre o que ele chama de “segunda crise ambiental”: a retirada das crianças do mundo natural. Desconectadas da natureza, elas estão cada vez menos propensas a cuidar do meio-ambiente. De acordo com uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha, apenas uma em cada dez crianças tem o hábito de brincar na rua.  O medo em relação à violência, o trânsito e o contato com estranhos são alguns dos fatores que fazem os pais preferirem manter os filhos protegidos no ambiente doméstico.

Além de favorecer o cuidado com o Planeta, Monbiot alerta para os benefícios à saúde. Segundo especialistas, brincar ao ar livre previne doenças como diabetes, obesidade, raquitismo, melhora a capacidade cardio-respiratória, e pode evitar até mesmo distúrbios como déficit de atenção e hiperatividade. Como se todas essas vantagens ainda não fossem suficientes, está comprovado que brincar em meio à natureza nos torna mais criativos e felizes.

Para encorajar os pais e educadores a promoverem cada vez mais atividades ao ar-livre, selecionamos, em parceria com o site Território do Brincar, oito brincadeiras tradicionais do Brasil para se divertir na natureza.

1 – Bolha de sabão com folhas de babaçu

Toda criança (e adultos também) gostam de soprar bolhas de sabão. As folhas do “olho” da palmeira de babaçú são fáceis de manusear, e o seu miolo podem servir de talinho para soprar bolhas de sabão.

2 – Violinha de Bambu

Basta cortar dois gomos de taquara e descascar algumas tiras com a ponta do canivete. Depois é só introduzir uma varetinha de bambu por baixo das tiras descascadas. Para tocar, é só raspar o dedo ou algum pauzinho que sai um som bem singelo.

3 – Peteca de palha de bananeira

Também pode ser feita com palha de milho. Pegue um pouco de cascas da bananeira,  dobre uma parte da casca até que fique com um volume pequeno, corte um outro pedaço da casca e embrulhe numa trouxinha o volume da casca que está dobrado. Amarre com fios da própria casca ou barbante na ponta da peteca. Depois de amarrada, coloque penas de galinha na ponta e comece a jogar.

4 – Boizinhos de Pau Santo

A semente dá o ano inteiro, assim como a brincadeira. Fazer fazendinhas com boizinhos no curral, usando sementes de pau santo é brincar com miniaturas que abrem as portas para uma enorme imaginação.

5 – Tamanca

Tamanca são barcos com velas bem semelhantes aos usados pelos pescadores da região do Recôncavo Baiano. Com uma sola de chinelo de borracha, uma tampinha de garrafa (de metal), pedaços de varetas (dois medindo por volta de 5 cm e dois 10 cm) e sacola plástica de embalagem, você corta a ponta da sola, faz dois furos na frente e dois atrás.

Depois espeta as duas varetas maiores nos furos de trás e as menores nos furos da frente. Então é preciso “costurar” a sacola plástica nas varetas e fazer um rasgo na parte de trás da sola, onde se insere uma tampinha de garrafa de cerveja achatada.

Dica importante de um bom navegador: colocar um peso sobre o barco para que ele navegue melhor.

6 – Moinho d’água

Primeiro é preciso fazer quatro cortes longitudinais em um gomo de bambu, de forma que possam atravessar duas pequenas varetas, esculpidas também do bambu. Em seguida, é preciso encontrar duas forquilhas que servirão para segurar o eixo do moinho. Prenda as forquilhas no chão e apoie o eixo sobre elas. Conseguindo ter a possibilidade de fixar o moinho em um veio d’água corrente ele ficará girando sem parar, uma maravilha de se ver. Mas caso não tenha água corrente por perto, também é ótimo ver o moinho rodar ao jogar água com uma garrafa.

7 – Pista de tampinhas

Jogadores e espectadores ficam atentos ao mínimo deslize de quem está jogando. As regras são claras e não há tolerância alguma ao mínimo erro cometido. Dentre as manobras há uma em que é permitido ao jogador recolocar a tampinha em melhor posição de lançamento, porém, na condição de que se diga: “Com licença!”. Mesmo sem que ninguém responda a essa permissão, o jogador não pode fazer esse gesto sem esse pedido.

As regras são simples:

– Desenham no chão uma pista com curvas, retas e pontes aleatoriamente. Cada dia a pista muda de desenho, segue novos caminhos. O desenho pode variar, mas as regras não variam.

– Cada jogador tem o direito de dar três petelecadas por jogada.

– Ao cair nos espaços marcados por um quadrado com um “X” dentro (“bombas”) o jogador deve retornar ao início da pista. Esses espaços também são desenhados aleatoriamente.

– Caso a tampinha saia das dimensões da pista, o jogador também deve voltar para o início.

– Deve-se desenhar também um quadrado com o número 10 dentro. Ao cair nesse quadrado, o jogador ganha 10 vidas, ou seja, terá o direito a dar 10 petelecadas. Além disso, caso o jogador erre enquanto estiver usando suas 10 chances, não precisará retornar ao início da pista e sim ao quadrado com o número 10.

– Os obstáculos que devem ser evitados durante o percurso são: bombas – quadrado com um “X” dentro, buraco negro – um furo no chão e sair dos limites da pista. Cair nesse obstáculos significa voltar ao início do jogo.

– Além desses obstáculos, há também rampas – monte de areia elevada que dificulta a jogada e curvas acentuadas.

– O vencedor é aquele que chegar primeiro ao término da pista batendo sua tampinha na telha.

8 – Balanço de Embira

A experiência da vertigem é a chave dessa brincadeira, uma experiência corporal que fascina desde sempre e em todos os cantos do mundo. Normalmente os indígenas de Panará, no Pará, usam a embira para brincar, mas ninguém tinha uma grande o suficiente para que a brincadeira acontecesse, então trocaram a embira pela corda, e colocaram uma tábua, virou uma balança.

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