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31
mai-2016

VIDEOCONFERÊNCIA #4: O TEMPO DA CRIANÇA

           Texto e fotos: Natália Cruz | Vídeo: Interrogação Filmes

No último dia 24 de maio de 2016 ocorreu o quarto encontro da série ‘Diálogos do Brincar’. Correalizada pelo Projeto Território do Brincar e pelo Instituto Alana, a iniciativa tem periodicidade mensal e busca travar discussões sobre temas que tocam a infância, a educação e o brincar.

O tema “O tempo da criança” foi debatido pela pedagoga Luiza Lameirão, que é coordenadora do Centro de Formação de Professores Waldorf, é co-fundadora do Instituto Olinto Marques e da Aliança pela Infância.

O início da conversa foi marcado pela reflexão sobre a diferença da percepção de tempo pelos adultos e pelas crianças: “ [A diferença] em relação ao espaço, fica claro. Em relação ao tempo, se nos voltarmos na nossa infância, parecia que dava pra fazer tudo o que queria, mas não temos como medir, ter a certeza de qual era a diferença, e esse fica para o adulto como um grande enigma”.

Em seguida, Luiza faz um desafio: “Como compreender o tempo da criança”? A pedagoga afirma que a primeira coisa é entender que a relação entre passado, presente e futuro ainda não se estabeleceu na vida dela. “Nós queremos imprimir nossa vivência de tempo na vivência da criança, que tem o tempo de outra natureza”. De acordo com a especialista, não se pode  delimitar para criança um “tempo para brincar”, já que esse tempo cronológico é um fenômeno alheio ao que vive a criança. É preciso dar liberdade para que ela possa se ativar e alcançar toda sua potência no tempo que for necessário.

A pesquisadora também falou sobre excesso de atividades direcionadas na infância: “As crianças, quanto menos dirigidas, mais são capazes de criativamente se ocuparem. Porque é que os adultos querem direcionar tanto as atividades?”. Segundo Luiza, essa necessidade que temos em acelerar a criança é fruto de uma preocupação excessiva,  que causa um acumulo e uma pressão desnecessária para a criança: “Para que a criança conquiste sua autonomia, o brincar precisa ser livre!”.

Se você não conseguiu assistir o bate-papo ao vivo, confira agora! E programe-se para o próximo, dia 23/06, com o tema “Uma experiência de brincar na escola”, com Sandra Eckschmidt, educadora e pesquisadora das práticas da criança.

 

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