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07
jan-2015

Série Tão Longe, Tão Perto: entrevista da Renata Meirelles

A matéria pode ser lida no site Espaço Humus ou a seguir:

O tempo da criança é o tempo do pião ou o tempo que uma nuvem demora para tomar a forma que quiser; é um tempo que todos vivemos, mas esquecemos, porque ele vem exclusivamente da habilidade de brincar e tem morada na travessura. A brincadeira é uma habilidade, uma ferramenta do desejo e da materialização do ser.

A educadora Renata Meirelles conhece muito bem da necessidade do brincar. Ela passou anos pesquisando as brincadeiras que permeiam os estados brasileiros, e os diferentes tempos das crianças que nascem nas florestas ou das que nascem na cidade. Em 2000, juntamente com o documentarista David Reeks, criou o projeto BIRA- Brincadeiras Infantis da Região Amazônica, uma investigação da indumentária brincante das crianças da região amazônica.

E o que se aprende, vagando por aí, observando as rodas animadas de pequenos, suas obsessivas travessuras e brincadeiras? A importância desse tempo cada vez mais diminuído da infância, como formador essencial da personalidade adulta. As infâncias que duram mais são carregadas de uma potência absurda, porque é na brincadeira que o indivíduo exercita o desejo. E isso o torna mais capaz de tomar decisões.

Então como conciliar isso com a ideia pós-moderna de uma infância que serve apenas como fase banal antes da maturidade, onde crianças são entupidas de uma sede de conhecimento que ceifa o presente e desloca-as para um futuro pré-programado, triste e somente adulto? O resgate pode ser uma solução ideal. Não do passado, mas talvez de estados, onde conhecer crianças que ainda não tem um tablete e brincam com carrinhos feitos de lata ensina muita coisa.

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A websérie Tão Longe, Tão Perto acompanha o estudo e a pré-produção do filme documentário Largou As Botas e Mergulhou No Céu, que será rodado no próximo verão. A proposta da série é trazer experiências e ideias de gente que trabalha diante das questões sociais, políticas e culturais brasileiras, seja da antropologia ao cinema, do debate acadêmico ao das ruas.

O leque de entrevistados – cada um dos episódios traz uma conversa sob a mesma estética de enquadramento e linguagem – passa por literatura, música, cinema, televisão, arquitetura, design, sociologia etc., para, a partir da área de atuação do personagem, levantar os principais temas, questões e aflições da contemporaneidade.

De forma geral, Tão Longe, Tão Perto visita os trabalhos e divagações dos entrevistados para construir um raciocínio sobre a nossa sociedade atual. Da série, que começa a ser publicada no mês de outubro no Espaço Húmus, a equipe vai absorvendo o engajamento teórico para contar no documentário Largou As Botas e Mergulhou No Céu histórias comuns aos brasileiros, objeto de pesquisa e criação dos entrevistados deste momento de estudo.

Passada a série, o documentário tentará mostrar na prática todos esses contrastes, inquietações e particularidades da população brasileira por mais de dois meses de viagem, de dezembro até o Carnaval, tendo como área de abordagem o sertão e o litoral nordestinos – o Nordeste é a região escolhida para o projeto, ainda que não se trate de um trabalho com foco regional ou limitação geográfica. — A equipe é formada por Bruno Graziano, Paulo Silva Jr., Raoni Gruber – trio que realizou o documentário O Acre Existe (estreia no Canal Brasil em 28 de outubro) – e Cauê Gruber.

A websérie Tão Longe, Tão Perto estreia em outubro e terá 10 episódios entre as semanas que antecedem a viagem a o período da própria produção do documentário. O filme Largou As Botas e Mergulhou No Céu será produzido entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015 e tem previsão de lançamento no segundo semestre de 2015.

<<< Confira todos os vídeo da série aqui. >>>

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Facebook do filme Largou As Botas e Mergulhou No Céu

Site da produtora Controle Remoto Filmes

Site do filme O Acre Existe

 

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  • […] Afinal, como disseram os participantes desse diálogo, é necessário tempo largo para que os pequenos brinquem e explorem livremente o que há ao seu redor. Ou, como nas palavras da coordenadora do programa Território do Brincar, Renata Meirelles, precisamos criar oportunidades para a criança poder ser aquilo que ela é. “O ócio é potente na infância para que a criança possa se alimentar daquilo que vem de dentro pra fora”, afirmou a educadora em entrevista. […]

  • […] Afinal, como disseram no diálogo, é necessário tempo largo para que eles explorem livremente o que há ao seu redor. Ou, como nas palavras da coordenadora do programa Território do Brincar, Renata Meirelles, precisamos criar oportunidades para a criança poder ser aquilo que ela é. “O ócio é potente na infância para que a criança possa se alimentar daquilo que vem de dentro pra fora”, afirmou a educadora em entrevista. […]

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