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20
abr-2016

Território do Brincar participa de Congresso de Educação Infantil em Nova Hamburgo (RS)

Texto Carolina Prestes | Fotos: Divulgação

Nos últimos dias 14 e 15 de abril, a coordenadora do Território do Brincar, Renata Meirelles, e a educadora Sandra Eckschmidt, conselheira do Projeto, participaram do XX Congresso Brasileiro de Educação Infantil da OMEP, em Novo Hamburgo (RS).

Com a temática “+ Brincadeiras + Interações = O Direito de Ser Criança”, o encontrou reuniu professores, estudantes e profissionais da área da educação, além de interessados no tema. Ao todo, mais de 1200 pessoas se encontraram para uma profunda discussão sobre a educação infantil como um espaço que deve acolher e valorizar o brincar e as diferentes linguagens da infância.

O Congresso teve sua abertura com palestra da etnomusicóloga e educadora Lydia Hortélio, que convocou todos a mergulhar com sensibilidade nas discussões propostas durante o encontro.

No dia 15 de abril, Renata e Sandra compartilharam com o público o olhar e as experiências da aproximação do Projeto Território do Brincar com o universo das escolas; aproximação que resultou no material “Diálogo com Escolas”.

Durante 2 anos, a educadora Renata Meirelles e o documentarista David Reeks visitaram comunidades rurais, indígenas, quilombolas, grandes metrópoles, sertão e litoral em busca de registrar as sutilezas dos gestos infantis e a espontaneidade do brincar.

Neste período, selaram uma parceria com 6 escolas brasileiras com o propósito de levar às equipes das escolas as descobertas de campo e iniciar uma profunda reflexão sobre o brincar das crianças dentro – e fora – do ambiente escolar.

Renata explicou aos presentes que o Território do Brincar, com sua pesquisa, busca despertar, sobretudo, um olhar que penetre nas profundezas do brincar, compreendendo-o como uma manifestação que fala não apenas do universo da infância, mas do humano. As brincadeiras e os gestos infantis são vistos como constituintes da saga humana e essa visão possibilita uma importante ressignificação das brincadeiras; que deixam de ser somente uma possibilidade de repertório, mas abarcam questões fundantes e filosóficas, capazes de enriquecer o trabalho do educador.

Sandra, diretora da Casa Amarela, uma das escolas parceiras, destacou que,  no início da parceria com o projeto Território do Brincar, os educadores encantavam-se com um Brasil pouco conhecido, de infâncias vivas e diversas, mas também se intrigavam com alguns temas propostos por Renata, como o brincar com o medo (veja exemplo das Caretas de Papelão, de Acupe-BA).

Esse e outros temas provocaram o deslocamento dos educadores frente aos conceitos fixos de infância e de brincadeiras e os fizeram refletir sobre seu próprio território: a escola.

A criança realmente brinca na escola?

O olhar proposto pelo Território do Brincar despertou nos educadores a necessidade de pensar o brincar livre no ambiente escolar e também os colocou numa posição de questionamento e reflexão sobre os tempos, espaços e as relações que são constituídas no cotidiano escolar das crianças.

Neste mesmo dia, Fernanda Heinz Figueiredo, que também integra o Conselho Inspirador do Projeto, participou de uma mesa sobre o tema “Criança e Natureza”.

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