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11
mai-2017

Território do Brincar lança duas novas produções na Ciranda de Filmes

O Programa Território do Brincar em co-realização com o Alana, vem semeando produções sobre infâncias brasileiras e suas mais diversas formas de expressão.

Nesse momento estamos celebrando a estreia de dois filmes inéditos, o média metragem “Terreiros do Brincar” sobre nossas festas populares e as crianças, e o curta “Waapa”, que olha para os cuidados e o brincar de crianças do povo Yudjá, do Parque Indígena do Xingu, MG. Ambos uma produção Maria Farinha Filmes e direção de David Reeks e Renata Meirelles e o Waapa, com co-direção de Paula Mendonça.

As estreias acontecem durante a 4ª edição da Ciranda de Filmes, entre os dias 25 e 28 de maio, na capital paulista.

TERREIROS DO BRINCAR

O Brasil possui uma grande diversidade de comunidades tradicionais, e isso se reflete num imenso repertório de festas e manifestações populares, cujas tradições são aprendidas desde a infância. Brinquedo é uma palavra usada nessas comunidades para descrever suas festas e folguedos. Nesse contexto, brinquedo transcende o objeto. É algo vivo. Algo que adquire o tamanho de uma comunidade, e serve pra todo mundo brincar. Mas que brincar é esse? E como a criança se nutre dessa força? Essa é a reflexão que o documentário Terreiros do Brincar propõe ao espectador.

Um convite a refletir sobre a importância de garantir às crianças uma infância permeada de rituais, de um brincar coletivo, inter-geracional e sagrado e como isso nos envolve à todos.

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Terreiros do Brincar (documentário, 52 min.)

Direção: David Reeks e Renata Meirelles

Produção: Maria Farinha Filmes

Estreia: 25 de maio de 2017, quinta-feira, 20h

Local: Espaço Itaú de Cinema [rua Augusta, 1475, Cerqueira César, São Paulo]

Após a sessão especial de lançamento, haverá um bate-papo com os professores Soraia Saura e Marcos Ferreira, que colaboraram no filme, com mediação de Renata Meirelles.

Para quem não está em São Paulo, o filme estará disponível para exibições gratuitas no VideoCamp através desse link.

 

Veja o que já disseram sobre o filme:

Gabriela Romeu, para o site do Ciranda de Filmes:

“Terreiro é espaço do sagrado, da (con)vivência. É “lugar pra brincar”, “busca do espaço de intimidade”, da tessitura de relações de uma comunidade, todos reunidos num só fazer. É verdadeiro território do brinquedo que transborda as linhas do objeto, transcende, vira folguedo, festa popular.

Como a criança se nutre dessa força que habita os terreiros e seus brinquedos? É uma pergunta que norteia o filme Terreiros do Brincar, de David Reeks e Renata Meirelles, com produção da Maria Farinha. Em viagens pelo Brasil durante o projeto Território do Brincar, uma coprodução com o Instituto Alana, o casal de documentaristas vivenciou manifestações populares, como Nego Fugido, Festa do Divino, Bumba Meu Boi e Folia de Reis, em diversas comunidades.”

“A Ciranda de Filmes é um espaço muito importante para a produção audiovisual e também para fomentar conversas sobre infância e educação. ‘Terreiros do Brincar’ vem para descortinar o oculto e pouco difundido encanto e magia que envolvem os festejos populares, e os argumentos sobre a riqueza das brincadeiras e da convivência social, que dão sentido de existência para essas pessoas”, Renata Meirelles, diretora.

WAAPA

É preciso proteger a criança e prepará-la para viver, para fortalecer esse corpo-alma durante seu crescimento, pois ela tudo vê e tudo escuta na comunidade. É esse o olhar do povo indígena Yudjá, da aldeia Tuba Tuba, habitante das margens do rio Xingu (MT), sobre a criança e suas experiências.

Dirigido por David Reeks, Paula Mendonça e Renata Meirelles, o curta Waapa conta um pouco da história e do conhecimento desse povo sobre suas crianças e seu processo de amadurecimento. Com foco na relação especial que esse povo estabelece com a natureza, o brincar e a medicina — campos que se interconectam por meio do corpo e seu diálogo íntimo com as forças e potências da natureza — o documentário propõe um mergulho numa cultura em que a criança tem um papel central na vida comunitária.

Este curta-metragem contou com o apoio do Instituto Socioambiental.

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Waapa (documentário, 20 min.)

Direção: David Reeks, Paula Mendonça e Renata Meirelles

Produção: Maria Farinha Filmes

Estreia: 26 de maio, sexta-feira, às 15h

Local: Espaço Itaú de Cinema [rua Augusta, 1475, Cerqueira César, São Paulo]

Para quem não está em São Paulo, o filme estará disponível para exibições gratuitas no VideoCamp através desse link

Após a sessão de estreia, haverá uma roda de conversa com a diretora do filme Paula Mendonça (também integrante da equipe do programa Criança e Natureza, do Alana), com o médico antroposófico Michael Yaari, e com mediação de Renata Meirelles.

Veja o que a co-diretora Paula Mendonça disse sobre o filme:

Os yudja possuem profunda empatia com todos os seres da natureza, sentimento que nos revela uma conexão divina, para além do que podemos enxergar, além do tempo e do espaço, uma energia que flui em comunicação com uma grande rede espiritual presente nas diferentes formas de vida.

Mas é preciso conhecer essa energia para saber como se relacionar para poder viver bem e de forma harmoniosa. Por séculos o olhar atento dos yudjas vêem na natureza a força que cada um traz elemento, animal, vegetal ou mineral traz. E o manejo dessas propriedades é a medicina dos Yudja, são seus remédios.

A medicina produz saúde para a criança, o uso de remédios produz habilidades e proteções no espirito-alma da criança. Habilidades que facilitam o saber-fazer necessário da vida: pescar, caçar, tecer, erguer, cortar. Precisa ter força, precisão, observação, escuta, a memorização. É preciso ter proteção porque a criança aprende-fazendo, se arrisca, circula. Da experiência é que brota o conhecimento.

Esse conhecimento é como o rio: circula. Tem um ciclo, a água vem da fonte dos ancestrais e circula pelo presente, arrasta para o futuro e as pontas se encontram no final do ciclo: os antepassados sendo revividos na vida dos presentes hoje. O conhecimento que se atualiza e se renova a cada geração. Um conhecimento que segue para frente.”

 

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