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18
mar-2014

Brincadeiras da Rua Santa Teresinha – parte II

Localidade: Jaguarão – RS

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Mais um dia de sol, mais brincadeiras pela Rua Santa Teresinha, em Jaguarão.

Bichinho:

Uma criança fica dentro da roda e, enquanto os outros lançam a bola por cima da sua cabeça, ela tenta roubar a bola. Quando consegue ela sai da roda e entra no seu lugar aquele que lançou a bola por último.

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Mamãe quero doce:

Uma criança é a mãe e todas as outras os filhos.
“Mamãe quero doce!”, gritam todas.
“Agora não, vou sair”, ela responde.
Ela sai andando com as mãos para trás, carregando a chave. Um dos filhos rouba a chave, abre o armário e devolve a chave nas mãos dela.
Quando a mãe volta, abre o armário e diz: “Cadê o doce que estava aqui?”.
“Tá mais alto”, respondem os filhos.
A mãe abre mais alto e diz: “Cadê o doce que estava aqui?”.
“Tá mais alto”, eles respondem.
Assim ficam até que a mãe diz: “Não consigo pegar”.
“Pega uma cadeira de vidro”, sugerem os filhos.
“E se eu cair?”, diz a mãe.
“Te rala!”, gritam todos. Nesse instante, a mãe se torna uma pegadora e os filhos fogem. Aquele que for pego será a próxima mãe (ou pai no caso de ser um menino).

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Bolija:
Primeiro é preciso fazer o “imbar” – buraco no chão.
Depois todos se distanciam dele e um por um atiram as bolijas tentando chegar o mais próximo possível do imbar.
As distâncias definem a ordem do jogo, ou seja, aquele que cair mais perto será o primeiro e assim sucessivamente.
Quando alguém consegue acertar o imbar, isso lhe dá o direito de “nicar” os companheiros, ou seja, acertar nas outras bolijas. Ao acertar, ganha a bolija do adversário para si e este sai do jogo.
Ganha quem tiver mais bolijas

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Cola/Descola:
O pegador tem que “colar” as crianças, que viram estátua. Os companheiros salvam as estátuas com um toque nela, que volta a correr. Aquele que for pego três vezes, vira o pegador.

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Passa-passará:

Duas crianças escolhem uma fruta cada, sem dizer aos outros. Fazem uma “ponte”. Ao passarem por baixo, as crianças cantam:

Passa-passará
Quem de trás ficará
A porteira está aberta
Para quem quiser passar
Passe por aqui
Passe por ali
E o último ficará aqui
Pegam um e, sem que os outros ouçam, pedem para que escolha uma das frutas. A fruta escolhida é quem ele irá ficar atrás. Assim, repetem com todos os participantes. Ao final, quem tiver mais crianças na fila, será o vencedor. Caso haja empate, os que fizeram a ponte precisam definir o vencedor, portanto, dizem entre si:
“Tem uma linha para me emprestar?”
“Tenho, mas está toda enredada”, responde o outro.
“Vamos desenredar?”
“Vamos”.

Nesse momento, começa um cabo de guerra entre eles dois, segurando apenas nas mãos.

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Pega-pega picolé:

O pegador sai correndo e todos fogem. A “casa” é o lugar onde todos estão a salvo. Mas quem fica muito tempo na “casa” o pegador diz para ele: “1, 2, 3 quem não sair da “casa” é um freguês”. E recebe a seguinte resposta de quem está na “casa”: “O freguês já morreu, quem manda aqui sou eu!”, ou ainda, “Pico-pico-picolé saio a hora que eu quiser”.

Mamãe posso ir?:

Os filhos ficam bem longe da mãe (ou pai), e um por vez diz:
“Mamãe posso ir?”
Ela responde: “Pode”
“Quantos passos?” pergunta o filho.
Daí ela resolve quantos passos e diz o número de passos, por exemplo, três.
O filho pergunta: “De quê?”
Ela responde se de canguru (os passos são pulados), se de elefantinho ou elefantão (passo curto ou passo longo), se de formiguinha (passinho bem curtinho), ou se de sapo (pulando igual a um sapo).

Depois passa a vez para outro filho e assim sucessivamente, até que um chegue na mãe. Esse será a próxima mãe.

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Texto e fotos: Renata Meirelles

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