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14
jun-2017

DIÁLOGOS DO BRINCAR #11:A CRIANÇA E AS CULTURAS POPULARES

Texto e fotos: Laura Leal | Vídeo: Interrogação Filmes

O 11º Diálogos do Brincar, no dia 31 de maio, abordou o espaço da criança nas manifestações populares do Brasil, a partir da exibição do filme “Terreiros do Brincar”, lançado recentemente pelo Território do Brincar. A conversa aconteceu na Associação Cultural Cachuera!, em São Paulo, com a participação do fundador do espaço e etnomusicólogo Paulo Dias; Monilson dos Santos, liderança da manifestação Nego Fugido; e as Caixeiras do Divino Espírito Santo: Dindinha Menezes, Maria da Graça Menezes e Zezé Menezes. A mediação ficou por conta de Renata Meirelles, coordenadora do programa Território do Brincar e diretora do filme, junto com David Reeks.

A questão inicial que norteou o Diálogos foi: o que é um terreiro? Mais do que um espaço ligado à manifestações religiosas, o terreiro tem significados diversos e aproxima o brincar da comunidade. “O terreiro é do lúdico sagrado, da brincadeira sagrada, espaço onde cada um se coloca, desde a criança pequena até a pessoa sexagenária, como parte do todo”, avaliou Monilson. “O terreiro é um começo, onde na infância vai se descobrindo as coisas”, resumiu Zezé.

E são nas manifestações populares que essas relações aparecem e se colocam: o terreiro como espaço do brincar, tanto das crianças, quanto dos adultos. A Festa do Divino Espírito Santo, da qual as caixeiras fazem parte, e o Nego Fugido de Acupe, do qual Monilson participa, mostram em suas manifestações esse brincar. “Os brincantes são pessoas que estão fazendo uma religação com o sagrado temporariamente refundando esse contato com o sagrado através do corpo, do jogo corporal, da inteligência, da beleza do corpo, do canto. Então, esse brincar é um compartilhamento entre o universo da infância e das pessoas que já cresceram”, concluiu Paulo Dias.

O Divino, segundo Paulo Dias, é uma festa que projeta o crescimento, a fartura e está relacionado com a colheita, “e a criança é a potência maior, onde está tudo em estado puro”, apresenta. No Nego Fugido, a criança participa da incorporação e vive aquela história no corpo, “o brincar é aquilo que podemos chamar de jogo ideal, que não tem ganhador, nem vencedor, mas um jogo que possibilita a incorporação de uma experiência, incorporação do outro, do fazer e do sentir a comunidade”, apontou Monilson.

Para saber mais dessa conversa sensível e importante, assista:

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